Universaliza SP - Quais instrumentos regulatórios e financeiros viabilizam a integração da drenagem ao saneamento?
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A agenda do saneamento paulista entra em uma nova fase. Com o avanço do Universaliza SP, o governo estadual conduz a reorganização da regionalização dos municípios não atendidos pela Sabesp e estrutura os próximos blocos de concessão, grande parte deles sob o modelo de PPPs. Nesse novo ciclo, a incorporação da drenagem urbana desponta como uma das discussões mais relevantes para o setor, ao trazer para o centro do debate os instrumentos regulatórios, financeiros e operacionais necessários para integrar esse serviço aos contratos de saneamento, fortalecer a adaptação climática e ampliar a resiliência da infraestrutura urbana.
Na prática, drenagem e saneamento já são sistemas interdependentes. A insuficiência da infraestrutura de drenagem intensifica alagamentos, compromete a operação das redes de esgotamento sanitário, provoca extravasamentos e amplia os impactos ambientais e econômicos sobre as cidades. A convergência entre essas agendas representa, portanto, mais do que uma inovação regulatória: trata-se de uma oportunidade para promover maior eficiência operacional, aprimorar o planejamento territorial e estruturar projetos mais aderentes às necessidades e às características de cada município.
Sob a ótica da estruturação dos projetos, investidores, operadores e gestores públicos buscam compreender como a drenagem poderá ser incorporada à modelagem dos novos blocos e quais mecanismos de financiamento e governança garantirão sua sustentabilidade de longo prazo. O debate inclui alternativas para assegurar a viabilidade econômico-financeira desse serviço, como fundos municipais, receitas vinculadas às concessões e modelos capazes de direcionar recursos de forma contínua para investimentos em drenagem dentro da estratégia do Universaliza SP.
Esse novo paradigma exigirá coordenação entre Estado e municípios, segurança regulatória e mecanismos robustos de monitoramento. A articulação com os planos municipais de drenagem, a definição de indicadores de desempenho e uma governança capaz de acompanhar a execução dos contratos serão fatores determinantes para conferir previsibilidade aos investidores e efetividade à política pública. Nesse contexto, o encontro promovido pelo GRI Institute com seus membros e a Secretária Natália Resende será uma oportunidade para discutir como São Paulo pretende consolidar um modelo integrado de saneamento e drenagem, alinhando regulação, financiamento e adaptação climática em uma nova agenda de infraestrutura urbana.

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